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Johnny Van Zant e o peso de carregar um legado

 


Entre comparações, críticas e expectativas, Johnny Van Zant assumiu uma das responsabilidades mais difíceis da história do Southern Rock: manter viva a chama do Lynyrd Skynyrd sem jamais poder ser Ronnie.

Por Renato Martins São Pedro

Existem artistas que entram para a história por causa do talento. Outros entram porque conseguem carregar um legado que parecia impossível de continuar: Johnny Nan Zant vive exatamente nesse cruzamento.

Durante décadas, muita gente questionou sua presença no Lynyrd Skynyrd. Principalmente nos Estados Unidos, não faltam críticas dizendo que ele se aproveitou do legado criado por Ronnie Van Zant e pelos integrantes clássicos da banda. Existe também toda a discussão sobre o período pós-acidente, a tribute tour de 1987, a mudança de postura em relação à continuidade da banda e o gigantesco sucesso comercial que o Skynyrd alcançou nos anos seguintes. Mas independentemente de qualquer opinião, existe uma verdade difícil de ignorar: sem Johnny Van Zant, talvez o Southern Rock jamais tivesse mantido uma chama tão forte acesa nas últimas décadas.

O disco “1991” não foi apenas uma volta do Skynyrd. Foi a prova de que aquela música ainda tinha força para atravessar gerações. E Johnny teve papel fundamental nisso. Não tentando ser Ronnie, não copiando seu irmão, mas entendendo que algumas bandas são maiores do que qualquer um. Carregar o nome Lynyrd Skynyrd nunca foi uma missão simples. Ainda mais sendo irmão do vocalista mais icônico da história do Southern Rock.

A comparação seria inevitável para qualquer ser humano. E mesmo assim, ele encarou essa responsabilidade por décadas, levando aquela bandeira para novos públicos, novos países e novas gerações. Muitos ainda não aceitam isso. Beleza, faz parte da história complexa de bandas gigantes. Mas quando se fala da sobrevivência do Southern Rock em escala mundial depois dos anos 80, é impossível ignorar a importância de Johnny Van Zant.

Porque gostem ou não, ele ajudou a manter viva uma das chamas mais importantes da história do Rock americano.