Sou
fã do Lynyrd Skynyrd há muitos anos e um dos meus maiores sonhos sempre foi
vê-los ao vivo no meu país. Esse sonho se realizou com a apresentação da banda
no festival SWU. Mas a história não terminou ali. Na verdade, estava apenas
começando.
Sempre
sonhei também em conhecer meus heróis do Southern Rock. E graças ao meu grande
amigo Bruno Henrique Miguel esse sonho acabou acontecendo de forma totalmente
inesperada.
O
Bruno, que começou a gostar do gênero por minha influência, descobriu onde alguns
artistas do festival estavam hospedados e resolveu passar por lá. Por volta das
onze da manhã meu celular tocou. Era ele, visivelmente alterado. Disse que não
ia acreditar no que estava acontecendo. O Lynyrd Skynyrd estava no hotel e ele
tinha acabado de ver Rickey Medlocke passando pelo saguão. Mandou que eu fosse
para lá imediatamente.
Não
pensei duas vezes. Corri até meu acervo, separei alguns CDs, peguei a câmera,
as chaves do carro e saí praticamente voando em direção ao hotel. Provavelmente
infringi metade do código de trânsito, mas felizmente cheguei inteiro.
Logo
ao chegar vi o baixista Robert Kearns do lado de fora fumando calmamente.
Pensei em abordá-lo, mas preferi respeitar o momento. Entrei, encontrei o Bruno
e alguns curiosos espalhados pelo saguão. Como não éramos hóspedes, resolvemos
nos instalar no restaurante do hotel e pedir alguma coisa para justificar nossa
presença. Estratégia básica de sobrevivência de fã infiltrado.
O
primeiro integrante a aparecer foi o baterista Michael Cartellone. Eu vestia
uma camiseta do Ronnie Van Zant e ele percebeu imediatamente. Sorriu,
cumprimentou e foi tomar café. Quando estava saindo, criamos coragem e pedimos
foto e autógrafos. Ele foi extremamente simpático, conversou, elogiou a
camiseta e seguiu para o elevador.
Minutos
depois ele desceu novamente, perguntou na recepção onde havia um mercado
próximo e saiu sozinho pelas ruas de São Paulo. Voltou meia hora depois com
sacolas cheias de água, guaraná e salgadinhos. Aquela cena era surreal. Uma
lenda do Southern Rock andando pela cidade sem ninguém perceber.
Continuamos
ali, consumindo refrigerantes e esperando novos sinais do destino. Algum tempo
depois surgiu o baixista Robert Kearns. Inicialmente parecia distante, pediu
uma água e ficou de costas. Quando estava saindo resolvemos tentar. Para nossa
surpresa ele se mostrou extremamente educado, tirou fotos, deu autógrafos e
conversou com todos.
Depois
de duas horas de espera aconteceu o momento mais inesperado do dia. Entrou no
restaurante o vocalista Johnny Van Zant. A camiseta do Ronnie novamente serviu
como imã. Ele me cumprimentou com a cabeça, elogiou a camisa e foi até o bar.
Pediu algo que até hoje me intriga. Jack Daniels misturado ao café, servido num
copo enorme.
Não
tivemos tempo de decidir como abordar. Foi ele quem veio falar conosco.
Disse
que não esperava encontrar fãs ali, agradeceu nossa presença e demonstrou uma
humildade que jamais imaginei presenciar naquele nível. Conversamos, tiramos
fotos, ele autografou CDs e ainda pediu que eu o ensinasse a contar em
português. Tentei ensinar de um a dez. Ele embaralhou tudo depois do cinco. Foi
sensacional.
Pouco
depois apareceu o guitarrista Gary Rossington. Nós o abordamos um pouco antes
do ideal. Ele pediu apenas que pudesse beber algo primeiro porque tinha acabado
de chegar de viagem. Prometeu voltar e cumpriu.
Depois
de duas taças generosas de vinho ele sentou conosco, assinou todos os meus
discos e ainda pediu minha opinião sobre cada um. Aquilo não parecia real. Eu
estava conversando sobre discografia com o fundador do Lynyrd Skynyrd.
Na
sequência apareceu o tecladista Peter Pisarczyk. No início pareceu mais
reservado, foi até a área da piscina e evitou contato. Mesmo assim decidimos
tentar. Quando o abordamos ele se revelou extremamente simpático, conversador e
disposto a tirar fotos.
Logo
depois surgiu o guitarrista Mark Matejka. Foi o mais apressado de todos, mas
ainda assim parou, tirou fotos, assinou o que pedimos e seguiu seu caminho.
Infelizmente
não consegui encontrar Rickey Medlocke naquele dia. Comentaram que ele estava
no quarto acompanhado e talvez não descesse. Situação totalmente compreensível.
Cada um lida com a estrada do seu jeito.
Passei
a tarde inteira vivendo uma experiência que jamais imaginei possível.
Conversar, rir e estar ao lado de músicos que sempre fizeram parte da minha vida
foi algo impossível de medir.
No
dia seguinte viria o show. E aquilo também entraria para a história. Mas essa
já é outra narrativa.
O
que ficou daquele dia foi a certeza de que ídolos podem ser gigantes no palco e
ainda assim humanos fora dele. E talvez seja exatamente isso que torna o
Southern Rock tão especial.
Um
abraço a todos.
Renato
São Pedro
Encontrar
Johnny Van Zant foi um daqueles momentos que ficam gravados para sempre na
memória de um fã de Southern Rock. Estar diante da voz que carrega adiante o
legado do LYNYRD SKYNYRD naturalmente provoca um frio na barriga. Não é todo
dia que se tem a chance de ficar lado a lado com um ídolo, conversar por alguns
instantes e perceber a simplicidade de quem representa uma parte tão importante
da história do rock sulista.
Johnny
transmite exatamente aquilo que se espera de alguém que ocupa esse lugar.
Respeito pela música, humildade com os fãs e um profundo senso de gratidão. Em
poucos minutos de conversa, ficou claro que ele entende perfeitamente o
significado que a banda tem para tantas pessoas ao redor do mundo. Em
determinado momento, ele ainda fez questão de agradecer pela presença ali, algo
que torna o encontro ainda mais especial.
A
letra de “Simple Man” não foi escrita por ele, mas há algo de simbólico nisso
tudo. Johnny parece carregar naturalmente o espírito da canção, a ideia de
simplicidade, fé e respeito que sempre fez parte da essência do Southern Rock.
E,
como de costume, antes de se despedir ele solta a frase que já se tornou uma
espécie de marca registrada. “God bless you”.
God
bless.
Encontrar
Gary Rossington foi um daqueles momentos em que as palavras parecem pequenas
diante do que se está vivendo. Estar frente a frente com o homem que idealizou
o LYNYRD SKYNYRD e que ajudou a moldar uma parte fundamental da história do
Southern Rock é algo que ultrapassa qualquer expectativa que um fã possa ter.
Gary
Rossington não foi apenas um guitarrista extraordinário. Seu slide guitar
ajudou a definir a identidade sonora do Southern Rock e se tornou uma
referência absoluta dentro do rock americano. Estar diante do músico
responsável por tantos momentos históricos naturalmente provoca uma emoção
difícil de descrever. Foi um encontro capaz de arrancar lágrimas, daqueles que
marcam uma vida inteira.
Assim
como Johnny Van Zant, Rossington demonstrava uma simplicidade desarmante.
Atencioso, tranquilo e sempre disposto a estar próximo dos fãs, ele transmitia
a sensação de alguém que nunca perdeu a conexão com as pessoas que mantêm viva
a história da banda.
Aquele
momento acabou se transformando em algo ainda mais valioso com o passar dos
anos. Em 2023, quando Gary Rossington nos deixou, o mundo do Southern Rock
perdeu seu último elo direto com a formação clássica do LYNYRD SKYNYRD. Para
quem teve a chance de estar diante dele, a lembrança ganha um peso ainda maior.
Hoje,
resta a gratidão. Gratidão por aquele encontro, por aqueles minutos
compartilhados e por tudo o que Gary Rossington construiu ao longo de sua
trajetória.
Só
posso agradecer a Deus por ter me concedido essa graça.
Conhecer
Mark Matejka foi entender de perto o tamanho da responsabilidade que existe em
ocupar uma das guitarras do LYNYRD SKYNYRD. Não é uma posição qualquer dentro
da história do rock. Afinal, trata-se de um posto que já foi ocupado por nomes
como Allen Collins, Steve Gaines e Hughie Thomasson, guitarristas que ajudaram
a construir a identidade sonora da banda e do próprio Southern Rock.
Assumir
esse legado não é tarefa simples. No entanto, Mark Matejka demonstra
compreender perfeitamente o peso dessa história. Em palco, cumpre seu papel com
segurança, respeito e presença, mantendo viva a tradição das guitarras
entrelaçadas que sempre foram uma das marcas registradas do LYNYRD SKYNYRD.
Seria
injusto e até desnecessário colocar seu trabalho em comparação direta com os gigantes
que vieram antes dele. Cada época da banda carrega sua própria identidade. O
mérito de Matejka está justamente em honrar esse legado com competência e
dedicação, mantendo intacto o espírito da música.
Fora
do palco, o que mais chama atenção é sua postura simples e acessível. A
humildade com que trata os fãs mostra que ele entende muito bem o lugar que
ocupa dentro dessa história.
No
fim das contas, conhecer Mark Matejka foi também perceber que o legado do
LYNYRD SKYNYRD continua sendo carregado por músicos que respeitam profundamente
tudo aquilo que veio antes.
Conhecer
Peter Pisarczyk foi mais um daqueles momentos que mostram como o legado do
LYNYRD SKYNYRD continua sendo carregado por músicos que compreendem
profundamente a história da banda.
Assumir
a posição que durante tantos anos pertenceu a Billy Powell não é uma tarefa
simples. Powell foi responsável por alguns dos momentos mais marcantes da
sonoridade do LYNYRD SKYNYRD, especialmente através de seu piano inconfundível
que ajudou a definir a identidade musical da banda. Desde que Billy Powell
partiu para o que muitos fãs costumam chamar de “céu do rock”, Peter Pisarczyk
passou a ocupar esse espaço com respeito e dedicação.
No
palco, demonstra ser um tecladista sólido e consciente do papel que desempenha
dentro da estrutura da banda. Sua presença ajuda a manter viva uma parte
essencial da sonoridade do LYNYRD SKYNYRD, preservando a atmosfera que sempre
marcou as composições do grupo.
Fora
do palco, a impressão não poderia ser diferente. Assim como outros integrantes
da banda, Pisarczyk demonstra uma postura extremamente cordial com os fãs. A
simpatia e a simplicidade acabam se repetindo como características recorrentes
entre os músicos que hoje carregam o nome do LYNYRD SKYNYRD.
E
talvez não seja coincidência que essas palavras apareçam novamente. Afinal,
humildade e respeito sempre fizeram parte da essência da banda.
Conhecer
Robert Kearns foi mais um daqueles encontros que reforçam a sensação de que o
espírito do LYNYRD SKYNYRD se mantém vivo nas pessoas que ajudaram a dar
continuidade à história da banda ao longo das diferentes fases de sua
trajetória.
Durante
o período em que integrou o grupo, Kearns assumiu a responsabilidade de ocupar
uma posição que anteriormente pertenceu a músicos importantes como Leon
Wilkeson e Ean Evans, dois baixistas que deixaram uma marca significativa na
identidade sonora do LYNYRD SKYNYRD.
No
palco, demonstrava segurança e solidez, sustentando com firmeza a base rítmica
que sempre foi essencial para o som da banda. Seu trabalho ajudou a manter a
força do conjunto em uma fase já marcada pela continuidade de um legado
histórico dentro do Southern Rock.
Fora
do palco, a impressão não poderia ser melhor. Robert Kearns se mostrou um
sujeito extremamente simpático e acessível, daqueles músicos que tratam os fãs
com respeito genuíno e naturalidade. Esse tipo de atitude torna qualquer
encontro ainda mais especial para quem acompanha a história da banda há tantos
anos.
Para
um fã, ter a oportunidade de conhecê-lo foi mais uma daquelas experiências que
reforçam o quanto o universo do LYNYRD SKYNYRD é feito não apenas de música,
mas também de pessoas que carregam essa história com orgulho.
Conhecer
Michael Cartellone foi uma surpresa que eu mesmo não esperava ter. Confesso
que, antes daquele encontro, nunca fui um grande entusiasta de seu trabalho.
Sempre tive uma preferência por bateristas com uma pegada mais pesada, algo que
naturalmente me remetia ao estilo marcante de Artimus Pyle, um dos nomes mais
lembrados da história do LYNYRD SKYNYRD.
Talvez
por isso minha impressão tenha mudado tanto depois daquele momento. Conversando
com Cartellone e observando de perto sua postura, ficou claro que ele entende
perfeitamente o papel que ocupa dentro da banda. Sua forma de tocar respeita a
identidade do LYNYRD SKYNYRD e sustenta com competência a base rítmica que
acompanha as guitarras e os vocais da banda.
Mas
o que mais marcou naquele encontro não foi apenas o músico. Foi a pessoa. A
simplicidade, a atenção e a maneira respeitosa com que trata os fãs acabam se
repetindo como uma característica comum entre os integrantes do LYNYRD SKYNYRD.
A palavra humildade parece mesmo ser um pré-requisito para quem veste essa
camisa.
Depois
daquele dia, minha visão mudou completamente. Passei a admirar não só o
baterista, mas também o ser humano por trás do instrumento.
E
como dizíamos ali na grade do show, com a empolgação típica de quem está
vivendo aquele momento único: toca muito.
Nem
todos os encontros acontecem da forma que imaginamos. No caso de Rickey
Medlocke, infelizmente não tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente
naquele dia. Segundo um dos integrantes da própria banda, cujo nome prefiro
preservar, Medlocke estava no quarto acompanhado de uma moça. Algo
perfeitamente compreensível para um músico que vive a intensidade da estrada.
Ainda
assim, isso não diminui em nada a admiração que tenho por ele. Rickey Medlocke
sempre foi uma figura extremamente importante dentro do universo do Southern
Rock, principalmente por sua trajetória à frente do BLACKFOOT, banda na qual
deixou uma marca profunda com sua guitarra, seu vocal e sua energia de palco.
No
BLACKFOOT, Medlocke ajudou a criar alguns dos momentos mais marcantes do
Southern Rock, combinando peso, atitude e uma identidade muito própria que
influenciou gerações de músicos. Sua presença ali sempre teve algo especial,
quase como se aquele fosse o lugar natural para sua criatividade.
É
claro que vê-lo no LYNYRD SKYNYRD também tem um significado enorme. Afinal,
trata-se de uma instituição dentro do gênero, e Medlocke faz parte dessa
história há décadas, seja em suas primeiras participações ainda nos primórdios
da banda ou em sua fase mais recente.
Mesmo
assim, como fã, sempre existirá aquela vontade de vê-lo novamente liderando o
BLACKFOOT. Foi ali que sua personalidade musical brilhou de maneira única.
Conhecê-lo
pessoalmente teria sido a cereja no bolo daquele encontro com o universo do
LYNYRD SKYNYRD. Mas só de saber que ele faz parte dessa história já é motivo
suficiente para admiração.
Eu Caminhei Perto das Lendas.
Depois
de tantos encontros, fotos e memórias compartilhadas, fica uma certeza muito
clara: o LYNYRD SKYNYRD não é apenas uma banda. É uma instituição dentro do
Rock, um símbolo que atravessou gerações, tragédias, despedidas e recomeços sem
jamais perder a essência.
Ao
longo dessa jornada, tive a oportunidade de olhar nos olhos de alguns dos
homens que ajudaram a manter viva essa chama. Conversar, apertar a mão, trocar
algumas palavras e perceber algo que sempre suspeitei ouvindo seus discos: por
trás de toda a grandiosidade do nome LYNYRD SKYNYRD existem pessoas simples,
humildes e profundamente respeitosas com os fãs que carregam essa história no
coração.
Cada
encontro teve um significado diferente. O frio na barriga ao conhecer Johnny
Van Zant. A emoção impossível de descrever ao estar diante de Gary Rossington,
um dos pilares dessa história e dono de um dos slides mais marcantes de todos
os tempos. A dedicação de músicos como Mark Matejka, Peter Pisarczyk e Robert
Kearns, que assumiram a responsabilidade de honrar um legado gigantesco. E até
mesmo a ausência de um encontro, como no caso de Rickey Medlocke, que ainda
assim não diminui em nada a admiração que sinto por sua trajetória,
especialmente com o BLACKFOOT.
Esses
momentos não são apenas lembranças de um fã que encontrou seus ídolos. São
pequenos fragmentos de uma história muito maior, construída ao longo de décadas
por músicos que transformaram o Southern Rock em uma linguagem universal.
Para
mim, ter vivido tudo isso é algo que vai muito além de fotos ou autógrafos. É a
confirmação de que a música que marcou a minha vida também foi feita por
pessoas reais, acessíveis e apaixonadas pelo que fazem.
E
enquanto houver alguém colocando um disco do LYNYRD SKYNYRD para tocar,
enquanto os acordes de “Free Bird”, “Simple Man” ou “Sweet Home Alabama”
ecoarem em algum lugar do mundo, essa história continuará viva.
E
eu sempre poderei dizer, com orgulho, que por alguns momentos caminhei bem
perto dela.
Depois
de tantos encontros, fotos e memórias compartilhadas, fica uma certeza muito
clara: o LYNYRD SKYNYRD não é apenas uma banda. É uma instituição dentro do
Rock, um símbolo que atravessou gerações, tragédias, despedidas e recomeços sem
jamais perder a essência.
Ao
longo dessa jornada, tive a oportunidade de olhar nos olhos de alguns dos
homens que ajudaram a manter viva essa chama. Conversar, apertar a mão, trocar
algumas palavras e perceber algo que sempre suspeitei ouvindo seus discos: por
trás de toda a grandiosidade do nome LYNYRD SKYNYRD existem pessoas simples,
humildes e profundamente respeitosas com os fãs que carregam essa história no
coração.
Cada
encontro teve um significado diferente. O frio na barriga ao conhecer Johnny
Van Zant. A emoção impossível de descrever ao estar diante de Gary Rossington,
um dos pilares dessa história e dono de um dos slides mais marcantes de todos
os tempos. A dedicação de músicos como Mark Matejka, Peter Pisarczyk e Robert
Kearns, que assumiram a responsabilidade de honrar um legado gigantesco. E até
mesmo a ausência de um encontro, como no caso de Rickey Medlocke, que ainda
assim não diminui em nada a admiração que sinto por sua trajetória,
especialmente com o BLACKFOOT.
Esses
momentos não são apenas lembranças de um fã que encontrou seus ídolos. São
pequenos fragmentos de uma história muito maior, construída ao longo de décadas
por músicos que transformaram o Southern Rock em uma linguagem universal.
Para
mim, ter vivido tudo isso é algo que vai muito além de fotos ou autógrafos. É a
confirmação de que a música que marcou a minha vida também foi feita por
pessoas reais, acessíveis e apaixonadas pelo que fazem.
E
enquanto houver alguém colocando um disco do LYNYRD SKYNYRD para tocar,
enquanto os acordes de “Free Bird”, “Simple Man” ou “Sweet Home Alabama”
ecoarem em algum lugar do mundo, essa história continuará viva.
E
eu sempre poderei dizer, com orgulho, que por alguns momentos caminhei bem
perto dela.

















