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Southern Rock Rádio

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MEET & GREET com o Lynyrd Skynyrd


Meu MEET & GREET com o Lynyrd Skynyrd
Por Renato São Pedro.


Sou fã do Lynyrd Skynyrd há pelo menos 12 anos e um dos meus maiores sonhos era poder vê-los ao vivo em meu país. E finalmente esse sonho se realizou com a apresentação da banda no festival SWU ano passado. Mas o meu sonho iria se realizar em grande estilo. 

Sempre sonhei, também, conhecer meus heróis do Southern Rock. E graças ao grande amigo Bruno Henrique Miguel (veja nos testemunhais a foto do Bruno com Johnny Van Zant) também pude realizar esse sonho.

O Bruno aprendeu a gostar de Southern Rock e Lynyrd Skynyrd comigo e obviamente que na data que o Skynyrd aportava por aqui ele ainda não era tão fã assim.  Mas já estava no caminho.
A banda inteira ficou hospedada num grande hotel na região dos Jardins, aqui em São Paulo. Nesse hotel também estavam hospedados outros artistas que iriam participar do Festival.  Até aí não sabíamos em qual  o Lynyrd estaria hospedado. Bruno, um grande fã de Peter Gabriel (ex-Genesis) descobriu o lugar em que ele estava e se dirigiu para lá. Quando o relógio apontou 11h da manhã meu celular tocou. “Bicho, é o Bruno! Você não vai acreditar, o Lynyrd está aqui. O Medlocke acabou de passar por mim, vem pra cá AGORA”!

Desesperado, fui até meu acervo e separei alguns CDs. Peguei minha máquina fotográfica, as chaves do carro e rumei de modo frenético em direção ao hotel. Devo ter infringido todas as leis de trânsito possíveis e graças ao meu bom DEUS não atropelei ninguém, não me acidentei e nem multado fui.

Chegando já vejo o baixista Robert Kearns degustando um cigarro de palha do lado de fora, no estacionamento. Obviamente que pensei em abordá-lo. Não o fiz, pois sei que artistas não gostam disso. Entrei. Encontrei o Bruno e mais uma meia dúzia de curiosos – infelizmente os fãs de Skynyrd não se faziam presentes.
Fomos até o restaurante e pedimos um prato mexicano.Tudo para não sermos expulsos já que não éramos hóspedes. O lance foi consumir.
O primeiro a aparecer para tomar um café no restaurante do hotel foi o baterista Michael Cartellone. Como eu ostentava uma camiseta com o Ronnie Van Zant estampado em meu peito, quando ele passou por nós já visualizou minha vestimenta. Deve ter pensado, “olha um fã aí”. Sorriu, cumprimentou e se dirigiu ao bar. Na saída “tivemos” de abordá-lo.  “Michael, poderia tirar uma foto e assinar meus CDs”? “Claro”. Ele assinou, tirou foto com todos, elogiou a camiseta e foi em direção aos elevadores.

Antes de ele entrar no elevador, perguntou para um funcionário do hotel onde ficava um mercado mais próximo, pois queria fazer umas comprinhas. Explicaram e ele subiu para o quarto. Dez minutos depois ele desce e sai em direção à rua, sozinho, sem segurança, e a pé.  Depois de meia-hora volta com duas sacolas, ambas com garrafas de água mineral, Guaraná (o famoso) e salgadinhos.  O engraçado é que ele sorriu pra gente como se pensasse, “pois é”. Imaginaram uma lenda do Southern Rock andando pelas ruas de São Paulo sem ninguém reconhecer?  É, o mundo anda muito errado, mesmo.
Continuávamos no restaurante a espera de mais ídolos. Mais refrigerantes (eu estava dirigindo, não bebo quando estou de carro), tudo para não sermos expulsos do recinto. Foi aí que Robert Kearns, o baixista, aportou no bar. Passou pela gente sem olhar para a cara de cada um, foi até o balcão e pediu uma água. De costas pra gente, de costas pra gente ficou. Quando o mesmo estava saindo chegava à hora da abordagem. E pra nossa surpresa ele foi um cara muito atencioso. Fotos, autógrafos e risadas foram a tônica do encontro.

Desde a última abordagem passaram-se duas horas e nada dos demais aparecerem. Foi aí que a maior voz do Southern Rock entrou no recinto, mister Johnny Van Zant. Como eu estava com uma camiseta com o Ronnie de estampa, obviamente que isso já chamou a sua atenção. Passou pela gente, cumprimentou-me com a cabeça, me elogiou pela camiseta e foi para o bar. E seu pedido não poderia ser mais pitoresco, Jack Daniels misturado ao café. E em copo de chopp, cheio até a boca. Será que é bom? Ainda não experimentei. Quem sabe em breve.

Agora a melhor parte, nós não o abordamos,  ele nos abordou. “Que camiseta maravilhosa”. Só consegui agradecer.  Ele completou, “obrigado por você estar aqui, não esperávamos encontrar ninguém. Puxa, obrigado mesmo por você e todos estarem aqui”. Juro que não esperava ouvir isso do vocalista da maior banda de Southern Rock de todos os tempos. Sabem a letra de Simple Man? Então!

Fotos, autógrafos e direito a uma “aula” rápida de português. Ele me disse que não sabia nada da nossa língua e que queria aprender. Prontifiquei-me a principio a ensinar a contar de 1 a 10. Ele topou. “1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10”. Enfim, sou um péssimo professor, ele não entendeu nada e do 1 até o 5 ele trocou a ordem dos números. Sensacional! rs...

Assim que Johnny subiu para o quarto foi a vez de Gary Rossington aparecer. Passou pela gente e já o abordamos. Talvez por estarmos ansiosos não esperamos ele ir até o bar. “Gary, poderia assinar meus CDs e uma foto, por favor”? “Olha, eu fiz uma viagem longa, não bebi nada e estou seco, posso beber alguma coisa antes? Prometo que volto, sento-me à mesa com vocês e assino o que vocês quiserem”. Obviamente que a resposta foi sim, mas estávamos com medo de ele não querer nos dar mais atenção. Ledo engano, após tomar duas taças GRANDES de vinho tinto ele veio até a mesa, sentou-se e começou a assinar todos os meus CDs. E o mais legal é que a cada assinatura ele me pedia uma opinião sobre o disco em questão. Fotos e mais fotos, uma simpatia. Sabem a letra de Simple Man? Então! rs...

Passaram-se mais alguns minutos e o tecladista Peter Pisarczyk apareceu. A principio ele demonstrou não querer muito papo. Passou pela gente, não cumprimentou, pegou uma cerveja e foi para as mesas da piscina. Olhava para a gente, nós acenávamos, e éramos, até então, ignorados. Mesmo assim decidimos que iríamos abordá-lo. Ele veio na nossa direção e... BINGO! Um cara extremamente simpático e falante. Fotos e autógrafos. Ele subiu para o quarto feliz. Bom, foi o que nós notamos, rs...

Eis que de repente surge o guitarrista Mark Matejka. Foi o mais apressado de todos os integrantes, mas tirou fotos, autografou CDs e pôsteres, mas tudo muito rápido. Mesmo assim deixou muito boa impressão.

Infelizmente não consegui foto com Rickey Medlocke. Segundo o que se ficou sabendo, ele estava com uma moça no quarto e talvez não desceria. Completamente normal. O desculpamos por isso, foi por uma boa causa, rs...

Tentei contar de forma resumida esse grande dia. Foi uma experiência única que espero um dia passar por tudo isso. Estávamos na véspera do show do SWU. O dia seguinte também entrou para a história. Em breve irá se repetir, disso eu não tenho duvidas.

Minhas impressões acerca de cada membro:

Não posso negar que estar ao lado desse cara me deu um baita frio na barriga. Não é todo dia que se pode encontrar um ídolo - talvez a maior voz do Southern Rock - bater papo com ele, e o mesmo agradecer imensamente por você estar ao seu lado neste momento.
A letra de “Simple Man” não foi escrita por ele, mas é como se tivesse sido. E como sempre, diz, “GOD BLESS YOU”! God bless.
Não tenho palavras para descrever o meu encontro com o maior SLIDE GUITAR da história do Rock/Southern Rock. Ficar frente a frente com o idealizador desta instituição chamada LYNYRD SKYNYRD foi de tirar lágrimas dos olhos. Assim como Johnny Van Zant, Gary Rossington é um cara simples, atencioso e gosta de estar junto dos fãs. Não tenho palavras para descrever esse encontro. Só posso agradecer a DEUS por ter me concedido tamanha graça.
Substituir os finados Allen Collins, Steve Gaines e Hughie Thomasson não é uma parada fácil. E este cara faz isso com maestria. Seria uma heresia dizer que ele toca mais que os já citados, ele cumpre o seu papel direitinho e com uma ótima presença de palco. É humilde? Acho que não preciso nem falar...
Posso copiar e colar tudo que já escrevi anteriormente? Não tem o que tirar. Um grande tecladista, esta ocupando a vaga de Billy Powel desde quando este se foi para o “céu do Rock”. Simpatia, humildade... Vixe... Estou repetindo demais essas palavras...
Outro ser humano fantástico, substituindo a altura outros dois que partiram para o “céu do Rock”, Leon Wilkenson e Ean Eavens. Ótimo baixista e de uma simpatia fora do comum. Valeu a pena conhece-lo.
Nunca gostei deste cara até este dia que o encontrei. Sempre curti bateristas que tivessem uma batida bem mais pesada, e isso nunca combinou muito com o SKYNYRD. Pra quem já ouviu o antigo batera do LYNYRD, Artimus Pyle, vai entender. Michael faz jus a banda que toca. Acho que a palavra HUMILDADE é um pré-requisito indispensável no LYNYRD SKYNYRD. Já sou um admirador deste cara. Como dizíamos na grade do show, “toca muito”, rs...

Um abraço a todos!
Renato São Pedro 

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