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ZZ TOP - Rio Grande Mud

ZZ TOP - Rio Grande Mud

Antes de o ZZ TOP tomar partido das longas barbas, eles eram uma incógnita dentro do Blues Rock. Seus três primeiros álbuns são a prova disso. Claro que a produção não era a melhor, mas durante este tempo eles eram completamente “presos” ao Blues tradicional com pitadas um pouco mais pesadas. Estão juntos até hoje, e asua música “atual” nunca chegou ao patamar dos primeiros dias.

1) Francine - Começa com um riff viciante, que eu adoro, e assim permanece por toda a música. Não é tão Blues como influenciara a maioria dos outros álbuns. A letra é obviamente sobre uma menina com o nome de Francine, talvez muito excitante. Existe também um solo simplesmente perfeito emitido pelo grande Billy Gibbons, o que é habitual, neste caso. Um clássico de seu tempo!

2) Just GotPaid - Começa com um outro grande riff, que é uma das particulariedades deste sensacional Power Trio. É um Blues na concepção da palavra, até muito mais que “Francine”. Já o solo, ah, o solo... Quando falamos de Billy Gibbons só podemos nos referir a algo espetacular, provavelmente o melhor solo do álbum. Perfeita do começo ao fim. Bom andamento, lirísmo a flor da pele, uma grande música.

3) MushouthShoutin' – Não tenho receio de dizer, essa música é uma pocaria, uma das coisas mais a abomináveis que já tive o desprazer de ouvir. Muito lentae muita gaita. A harmônica pode ser muito boa se usada corretamente, mas acredito que exageraram nesta. Além disso, não há qualquer guitarra na música, o que é muito estranho em se tratando de ZZ TOP. Passe longe!

4) KoKo Blue - Sou apaixonado por esta, guitarra de muito feeling e sentimento. Diferentemente de “Mushouth Shoutin', aqui a gaita é muito bem empregada, dando ar extreamanete caipira ao som. Se quiser deixar no “repeat” estará fazendo um ótimo negócio.

5) Chevrolet - Se sou completamente apaixonado por KoKo Blue, nesta só posso expressar o meu amor eterno, onde o peso da guitarra de Billy eleva o nível da música a fronteiras inimagináveis. E o tema da música? Não poderia ser mais brilhante: uma carona num caminhão da Chevrolet. Bela propaganda, hein, General Motors? Enfim...  A ponte (passagem) é o verdadeiro ponto de virada na música, que a partir dela vai direto para um solo de baixo maravilhoso de Dusty Hill ligando diretamente a outro solo de tirar o fôlego, desta da guitarra sapeca de Billy F. Gibbons. Engraçada, empolgante... Perfeita!

6) Apologies to Pearly - Desculpas a Pearly? Que é isso, Pearly deveria é agradecer depois deste deleite sonoro. Billy, sempre o Billy,  começa a mostrar suas reais habilidades em um slide. Não há vocais ou qualquer coisa, apenas um instrumental bastante simples, onde a vitrine principal é Billy. Sem mais comentários... Tirem suas conclusões!

7) Bar-BQ - Pode parecer clichê, mas essa música é detentora de um riff inicial simplesmente maravilhoso. E o riff, ele de novo, está presente na música toda. Para o meio da canção ao final, a ponte (passagem) é constituída por alguns harmônicos bastantes agradáveis, e após isso, para um ótimo solo de guitarra. Obra-prima? Não chega a tanto, mas é uma ótima música.

8- Sure Got Cold After the Rain Fell - Não ignore essa música. Mesmo ela sendo uma das mais fracas do álbum, é mais interessante que a horrenda “Mushouth Shoutin'. Tá, a letra pode ser depremente, mas nota-se um sentimento pertubador na voz de Billy, que realmente nos faz pensar, “nossa, o que se passa no coração do nosso guitar heroe?” Uma canção estranha e que vale a curiosidade. E Só!

9) Whiskey 'n Mama - O riff desta música é muito mais simples em comparação com as outras do álbum. Simples de tudo. É legal. Dá pra curtir!

10) Down Brownie - Riff muito simples, mas acompanhado, juntamente, com alguns licks de guitarra muito interessantes. Depois vem um solo e... Fim! É uma boa maneira de fechar um grande álbum, mas a única reclamação que tenho é o tempo de duração. A música/álbum termina e ficamos com um gostinho de quero mais.

Adoro o Rio Grande Mud, talvez até mais que seu lançamento posterior, Três Hombres. Um disco direto e cru, como o Rock and Roll. O sucesso ainda não tinha batido à porta do ZZ TOP, e talvez foi isso o responsável por tamanho cuidado na produção, mesmo ainda não sendo uma das melhores para os padrões da época. Apenas três amigos vislumbrando o topo... Faltava muito pouco pra isso!

Billy Gibbons - Guitarra, vocal e harmônica
Dusty Hill – Baixo e vocal
Frank Beard - Bateria

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