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The Blues Riders Band - A Sagrada Seita do Rock N´Roll

The Blues Riders Band - A Sagrada Seita do Rock N´Roll

A primeira composição, “Amém Rock N´Roll”, desse trabalho já dá idéia do clima insubordinado, do rock n´roll debochado que virá a seguir, uma mistura de Made In Brazil, Baranga com um toque dos americanos do Kiss

  
Independente – Nacional - Nota: 7,0

Ironia e profanação a parte, essa abertura ficou até que criativa, uma oração cavernosa pró-rock com direitos a sinos, coral de acompanhamento, um clima meio sombrio, dramático para logo entrar num rock n´roll com uma pegada mais hard com andamento arrastado, corais, riffs pentatônicos em profusão e repleto de energia. Uma música cheia de arranjos, dinâmica, bem variada. A segunda faixa, “Nos Caminhos Da Morte” e “Urgente” (última das doze composições do álbum e com um breve solo de gaita), seguem no mesmo clima e estrutura, embora um pouco mais rápida, me lembra uma sonoridade semelhante aos ingleses do Samsom ao início dos anos oitenta, uma mistura de rock n´roll visceral com hard rock com fraseados mais densos, sisudos, fortes acentuações e introduções em narrativas (as influências da NWOBHM) e, principalmente, de uma forte influência do Black Sabbath setentista em relação a parte instrumental. Mas a banda continua a viajar e expandir sua sonoridade, “O Bem E O Mal”, “Nos Meus Sonhos”, “Mais Do Que Emoção” e “Pecado Sem Perdão”, por exemplo, são um pouco diferentes (embora a segunda seja um pouco mais rápida e pesada), um clima bem sabbatiano dessa vez, boa sacada, (até a guitarra com timbre V-8 de Tony Iommi e os timbres da bateria são semelhantes, sem falar nas linhas de baixo a la Butler). Interessante as letras do vocalista (e guitarrista) Áureo Alessandri (um poeta do rock n´roll way of life) E por falar em rock n´roll básico e explosivo a la Kiss, este volta com força total em “O Bluesman” (é, o nome engana). E o blues arrastadão (e longo, a faixa tem mais de dez minutos de duração) com leves arranjos de piano e solos chorados tem sua vez em “O Furor”, um tributo a vida estradeira e desregrada do rock n´roll (aliás, a temática no álbum gira em torno disso, bem coerente com o som da banda). “A Filha Do Diabo” começa com vocalização sobre harmonia de órgão para progredir numa faixa com guitarras em acordes soltos, arrastados (leia se doom, dá lhe Sabbath!). “Dama Da Noite” se inicia com o baixo destacado segurando a onda servindo de fundo para os vocais com breves links de guitarra para depois, mais uma vez, evoluir para aquele clima sabatiano que é favorito da banda (dessa vez até solo de gaita foi incluso). A música “Pelo Buraco Da Fechadura” traz de volta o rock n´roll mais rápido e reto (porém denso), essa sim bem Made In Brazil.


É um álbum interessante, variado, com partes bem rock n´roll mesmo e outras partes mais densas, arrastadas e cavernosas e letras cheias de trocadilhos e malícia. Kiss meets Made In Brazil that meets Black Sabbath. Uma injeção de criatividade para o rock brasileiro.


(Fred Mika)


Site: Blues Riders

Fonte:Strike

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